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[DIÁRIO] Dia de Compras

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[DIÁRIO] Dia de Compras

Mensagem por Henok Kaleab em 4/2/2018, 16:58

- Sabia que você estava vindo! – eu escuto o grito ao abrir a porta do barracão. – Teu pau é tão grande que eu vejo ele antes mesmo de você aparecer! – eu estou de ressaca e minha cabeça dói, mas a voz dela parece tão alta.

- Bom dia, Nana Bia. – eu digo com um sorriso forçado, eu gosto dela, é uma coroa legal, mas eu não estou feliz o suficiente para rir para as pessoas, ontem eu joguei todo o peso do meu mundo nas costas da Sara por egoísmo... – Tudo bem com a senhora?

- To ótimo, meu filho. – ela aperta minha mão e um beija a mão do outro ao mesmo tempo. – João! Você tem cliente! – eu nunca ouvi ninguém gritar tão alto quanto essa mulher. Meu Deus... Alguém me ajude.

- Calma, caralho! Eu já escutei! – um grito tão alto quanto surgiu do fundo do barracão pouco antes de um homem gigante aparecer. – Olha só, não é o filho da puta mais feio da cidade.

- Bom dia também, Papa Brum. – ele é um homem enorme, com mais de 200 quilos e quase 2 metros e meio de altura. Eu já escutei que Nana Bia era magra antes de ficar velha, eu tenho medo de como as coisas eram entre eles na cama. – Vejo que Oxossi te agraciou com alguns quilos a mais.

- Sim, tantos quilos quanto eu tenho de miçangas espalhadas pelo chão do quarto de jogo. – ele diz rindo. Para ele isso fazia muito sentido, pois ele já havia feito muita merda em vida, então os espíritos dos orixás que ele cultua faziam questão de arrebentar suas contas que lhe davam proteção. – Tem tempo que não vem me visita, o que aconteceu?

- Não vim lhe visitar. – eu me canso fácil das pessoas, começo a pensar se não era melhor procurar outro fornecedor. – Eu vim a negócios, preciso comprar algumas coisas.

- Que rude. – Papa Brum ironiza.

- Deixa o garoto, João. – Nana Bia se levanta e me abraça por trás, sua barriga enorme e seus peitos caídos se apertam contra as minhas costas enquanto ela passa a mão no meu peitoral. – Ele é jovem, não tem tempo para ficar visitando velhos como nós. Eu não o culpo

Me sinto aliviado quando ela me solta e se vira, indo embora andando pela porta que eu entrei.

- Ela quer dar pra qualquer um que não seja eu. – Papa Brum diz quando ele se afasta. – Cinquenta anos transando com o mesmo ogro deve ser realmente cansativo. – concordo com ele, mas eu não vou ser o escolhido para essa missão. – Enfim, você pode aparecer aqui mais vezes, eu te dou descontos, preciso de alguém pra jogar buraco e beber uma cerveja de vez em quando. Eu te dou vários descontos, você pode me ajudar também, né? Temos uma história.

- História? – eu digo realmente intrigado dele ter essa definição. – Se sua definição de história é esperar Nana Bia dormir pra você comer minha mãe enquanto eu e minha irmã comiamos a sua filha, ela é bem errada. – tem tempos que eu não penso na minha irmã. – Aliás, onde ela ta? Sua filha.

- Em algum lugar bem longe de você. – ele me diz olhando para porta para ter certeza que Nana Bia não tinha voltado.

- Eu não vou caçar ela pra nada, só estou preocupado mesmo. Da ultima vez que eu tinha vindo aqui você disse que ela estava tendo problemas com sonhos de premonições. – isso tinha acontecido à meses, mas eu fiquei com isso na mente pois poderia ser útil em algum momento.

- Ela viajou... – ele parou por alguns instantes. – Está na casa de sua irmã.

- Irônico... – não esperava por uma resposta como essa.

- Vamos ao trabalho. – ele disse e começou a andar para dentro do barracão. Passamos pela parte principal, onde eu via uma pilastra no meio do espaço vazio, com diversas imagens de santos enquanto, ao fundo, observava os três atabaques ao lado de duas cadeiras enormes, perfeitas para o tamanho de Papa Brum e Nana Bia. – Você quer o que hoje?

- Proteção. – continuamos andando e entramos em um espaçoso quarto de jogo. A porta de madeira com palha da costa se abriu e lá dentro eu vi diversas estantes com livros e itens espalhados pelas prateleiras de madeira. No meio uma mesa de vidro com pés também de madeira. – Preciso de algo que me proteja, me sinto exposto em alguns momentos.

- Entendo... – ele observa as estantes até que vê um cantil de água metalizado. – Aquele cantil da vida está lhe sendo útil?

- Nunca ando sem ele. – levantei a camisa e mostrei o cantil preso ao meu sinto. Além de ser mais confortável, a camiseta larga que eu estou usando permite que eu deixe algumas coisas na cintura, como uma pistola, sem a policia me parar.

- Bom. – ele pega o cantil e me mostra. – Esse aqui é novo, eu consegui com um padre cristão. Eu usei e ele tem algo que parece renovar o espírito. Também precisa de sacrifício, mas ao usar isso aqui parece que você renova todo o seu poder e sai lançando magia igual o Mestre dos Magos por ai.

Ele me dá o cantil mas eu apenas o observo.

- Me parece muito bom, mas meu orçamento ta um pouco restrito, preciso de coisas mais especificas. – eu devolvo o cantil e percebo que ele já está com outra coisa na mão, um anel branco, parece feito de madeira. Eu fico alguns segundos observando e então percebo a semelhança com o anel preto que eu tenho. – Porra. – eu levanto a mão e mostro o anel.

- Percebi... – ele diz. - Esse é o Anel que Oxalá usou para não ser achado quando saiu para sua última viajem. Se quer ficar protegido, não te acharem é uma boa opção.
- Tá, isso faz parte do grupo de coisas que eu preciso. - eu observo em volta, procurando algo mais que me possa ser útil. - Tem algo que me proteja de espíritos, estou vendo cada vez mais deles pelas ruas, em minha casa... eles parecem estar se proliferando e isso me preocupa.

- HK com medo? Isso é novo para mim... - ele diz me ironizando.

- "Preoupado". Medo eu tenho apenas de voltar para o Último Mundo. - ele conhece minha história, na verdade, essa é a única parte do "temos história" que realmente faz sentido, ele serviu de ponte ele Minha mãe e Iku. - Tem algo?

- Sim, sim. - ele diz e anda lentamente até a esta te do outro lado do quarto de jogo. - Isso aqui é uma bebezinha. - ele fica na ponta do pé é pega um pingente na última prateleira de uma das estantes. - Isso aqui é um pingente que eu ganhei numa partida de buraco de uma bruxa Wicca que me visitou uns anos atrás. Eu diria que foi um jogo limpo, mas você me conhece bem o suficiente para saber que eu usei de magia pra prever as cartas que viriam e ganhei sem ela bem saber por que. - ele riu e me estendeu o pingente. - Ele fecha seu corpo contra invasões espirituais, alguns espíritos mais fortes podem quebrar essa barreira, mas não aposto que um espírito que esteja vagando por aí perdido vá ser forte o suficiente para isso, então pode se sentir seguro. - o pingente era de prata e sua textura áspera machucava meus dedos, enquanto eu passava eles sobre as formas retorcidas e fantasmagóricas do objeto.

- Tá, eu vou levar isso também, vai me ser útil. - eu sentia que algo ainda estava faltando. - Tem algo novo que me de maiores utilidades?

Papa Brum ficou alguma segundos observando em volta e pensando sobre o que eu falava, mas não parecia ter ideia de algo que me poderia ser útil, até que arregalou os olhos e abriu um sorriso.

- Sim! - ele disse eufórico. - Eciate algo bem útil para você aqui. - ele tentou correr para o fundo do quarto de jogo, mas eu escutei seu joelho estalando e depois ele andou vagarosamente até uma bancada no fundo do cômodo. - Isso aqui lhe será muito útil! - ele se vira e em suas mãos parece algo como uma chave de madeira, mas os dentes dela pareciam quadrados e que só serviam como adorno. - Isso lhe abrirá qualquer porta mesmo não sendo o deus cristão. - ele esticou-a para mim. - Vamos lá, teste ela. Tente mecher naquela fechadura. - disse ao apontar pás a aporta do quarto de jogo.

Eu o fiz, coloquei a chave na maçaneta e ela pareceu ae moldar ao formato daquela fechadura.

- Tá, isso pode me ser útil, mas o valor também não será dos mais altos, certo? - isso me seria útil, mas não aceitaria pagar mais de 50 reais nisso.

- Claro! Na verdade eu tinha medo de ficar com isso por muito tempo e esquecer que ela existe. Um mendigo veio me vender isso desesperado por uma pedra de crack. - ele disse e se sentou numa cadeira de metal perto da mesa de vidro. - Vanos jogar uma partida. Se você vencer leva tudo de graça.

Me senti tentado a jogar, mas ele trapacearia, venceria de qualquer jeito e eu perderia.

- Talvez... quanto da tudo?

- Duzentos reais. Você não quer pagar tudo isso pra um velho como eu, né? - ele queria me provocar.

- Não ligo... - eu abri a carteira e tirei o dinheiro. Coloquei-o em cima da mesa e levei tudo o que eu tinha pego, o anel Branco, o pinejte e a chave de madeira. - Não tenho tempo pros seus jogos, seu gordo. Até a próxima vez que precisarmos fazer negócios.

Eu escutei ele rindo dentro do quarto se jogo enquanto eu me afastava, a risada dele é absurdamente alta, se eu ainda estivesse dentro do quarto de jogo estaria surdo, tenho pena de Nama Bia, viver com aquele traste, pelo menos consigo bons descontos com ele e, por mais que eu o ache nojento, eu sei que ele tem os melhores produtos da cidade. Maldito sejam as coincidências... por que minha mãe não visitou outro barracão, ou abriu seu próprio terreiro. É... ela cultuava os orixás africanos, mas desde que eu fui até aquele lugar onde os demônios andam soltos, eu sei que Deuses não existem, apenas a violência e o caos são reais e eu sou o fruto deles.
Henok Kaleab
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